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Iniciado em 2002, o objetivo do laboratório é o de reunir reflexões e atividades de pesquisa no campo da filosofia política, tomando como ângulos básicos as dimensões do conhecimento e da linguagem. Neste sentido, constitui-se como espaço de preocupação e inquirição filosófica no campo da teoria política, buscando pôr em relevo as pretensões cognitivas presentes nos diferentes esforços de invenção e de representação da vida social
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A filosofia pública investiga o fenômeno político em sua acepção ampla. Assim, as questões da filosofia moral e da filosofia política são envolvidas para estabelecer respostas a problemas colocados pela filosofia prática. A teoria política é vivificada pelas perguntas filosóficas. Mas isso não significa que o Laboratório de Estudos Hum(e)anos crie regimes judicantes para selecionar as verdadeiras preocupações de uma ciência da política; porque ao compreendemos o fenômeno político em sua acepção ampla, como fundamento da sociabilidade, aceitamos que as melhores respostas, sobre a natureza humana, podem ser apontadas na estética, na filosofia da arte ou na psicanálise. O Laboratório de Estudos Hum(e)anos surge de uma disposição cética, ou seja, da recusa de que as melhores respostas possam se tornar as respostas últimas. Por isto, e por outras razões, o projeto filosófico do Laboratório, dá-se em contexto filosófico aberto, trata-se do contexto aberto da linguagem incorporando os vários modos de dizer o mundo, ou, melhor, como dizia Giordano Bruno, o infinito, o universo e os mundos.
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