Linhas de Pesquisa
 

 

 

 

Linhas de Pesquisa

Pensamento Soberano, Abismo de Fundamento e Formas de Irresolução

Linha de investigação do pensamento político de Fernando Gil. Tradicionalmente lido como filósofo da teoria do conhecimento, as investigações de Fernando Gil sempre mantiveram proximidade com as questões da filosofia política. O que nos leva a aproximar: (1) investigação acerca dos modos de conhecer às (2) crenças, descritivas ou normativas, de como o mundo político deve ser constituído. Desde seu livro, Provas, Fernando Gil possui interesse em pensar o modo pelo qual questões cognitivas estão envolvidas em nossas crenças sobre a vida pública. Assim, a linha de pesquisa de investigação do pensamento de Fernando Gil privilegia as temáticas do pensamento soberano (indicações que Fernando Gil estabelece, tendo a prova ontológica de Anselmo, à compreensão da temática do poder soberano), da distinção entre fundamento e fundação e da relevância da distinção entre os atos de crença (convicção e evidência). Podemos sistematizar as preocupações da linha de pesquisa:

(I) pensamento soberano;
(II) distinção entre fundamento e fundação;
(III) distinção entre epistêmico e epistemológico.

David Hume em Auschwitz

Trata-se de uma linha de investigação baseada na análise da literatura de testemunho a respeito da Shoá, fundada nas seguintes questões:

(I) a possibilidade de um experimento humano baseado na supressão das crenças ordinárias;
(II) a utilização do argumento humeano a respeito da natureza humana (i.e. os seres humanos como animais que crêem) para uma representação possível do experimento do Holocausto;
(III) a tensão entre engajamento moral e ceticismo cognitivo presente em parte da literatura sobre a Shoá;
(IV) a produção de formas narrativas e de efeitos de conhecimento que resultam dessa tensão, em particular a decisão de mostrar, no lugar de explicar;
(V) o desenvolvimento de uma estética de fragmentos, dada a força da atitude cética básica diante de cenários que não permitem explicação sinóptica;
(VI) o campo de extermínio como lugar de uma relação assimétrica que ultrapassa as definições canônicas de poder, a indicar o desencontro básico entre a filosofia política e a experiência de Auschwitz.

Da Filosofia Política e das Crenças

A estratégia de investigação tomará por base uma distinção entre exigência epistemológica e exigência epistêmica, no que diz repeito à validação. A primeira reúne requisitos para asseverar a veracidade de uma proposição, no âmbito da relação entre o conhecimento e seu objeto (é por essa razão, que nesse domínio a validação dependerá quer da prova, quer da argumentação, pois incide sobre processos que podem ser mostrados). A segunda habita os domínios da relação entre o sujeito e o seu saber, e põe em ação mecanismos tais como evidência, convicção e crença.

Convite à Filosofia Política

A linha de trabalho aqui sugerida tem por finalidade a produção de um texto de introdução à história e a algumas questões fundamentais da filosofia política. A motivação fundamental para a elaboração do texto deriva de meu envolvimento com ensino de graduação, em teoria política, e com um projeto de disseminação de cultura científica – o Instituto Ciência Hoje, presidido pelo coordenador acadêmico do laboratório, professor Renato Lessa, desde 2003.

Trata-se, aqui, da elaboração de um livro, voltado para estudantes de graduação e de mestrado, com foco na dimensão necessariamente filosófica da teoria política. Tal dimensão está presente na necessária operação de mecanismos filosóficos, em todos os discursos a respeito da política. Tais mecanismos serão tomados como fios condutores para a apresentação históricamente ordenada de concepções de mundo. Em termos esquemáticos, tais mecanismos filosóficos podem ser apresentados como uma seqüência de decisões:

(I) decisões de ordem ontológica – a respeito do desenho do mundo;
(II) decisões de ordem antropológica – sobre modelos de natureza humana;
(III) decisões de ordem epistemológica – a respeito do alcance do conhecimento;
(IV) possível sobre o mundo social;
(V) decisões de ordem ética e a respeito de critérios de justiça;
(VI) decisões de ordem retórica.

Tal conjunto de decisões permite a representação da filosofia política como uma atividade de fabricação de mundos sociais possíveis. A idéia é por ao alcance de um público mais amplo um convite à reflexão sobre a política, de uma perspectiva filosófica, distinta dos enquadramentos tradicionais e correntes da história das idéias e dos conceitos.

Ceticismo e Teoria das Instituições

O ceticismo moderno possui larga agenda de temas relacionados à configuração, e diagramação, institucional da política, os quais podem ser reunidos sob a legenda construtivismo político; à semelhança com o construtivismo artístico, o ceticismo moderno inaugura um denso vocabulário pictórico para tratar dos conceitos políticos. A linha de pesquisa aborda os pensadores da filosofia da linguagem, bem como, os que convencionalmente são chamados de filósofos analíticos. Contudo, em virtude da abordagem humeana desses autores, inclusive abordagem criticista da idéia de regras sociais, a linha de pesquisa desenvolve trabalho acerca da irredutibilidade do conceito de crença aos seus aspectos regulares.

Filosofia Política e Psicanálise

Freud possui uma série de reflexões sobre a natureza humana, a natureza da vida social e sobre a natureza das instituições políticas. As intuições de Freud foram exploradas pela escola de Frankfurt, bem como, pelo pensamento francês de orientação estruturalista. Por outro lado, o pensamento de Freud pode ser investigado sob a chave reflexiva cética, pelos conceitos de crença e regra, sentimentos morais e paixões, bem como, prazer e dor, temas da antropologia cética. A linha de pesquisa investiga os autores das tradições freudo-marxistas, althusserianas e pensa os rebatimentos do ceticismo na psicanálise.

Teoria das Instituições de Arte

A convenção política costuma ler os fenômenos sociais sob a perspectiva da soberania, de modo que as instituições são vistas pelo fundamento do infinito, do pensamento soberano, contudo, a abordagem filosófica da circunscrição revela outros critérios para a compreensão dos fenômenos políticos, a perspectiva da inventividade, da singularização e da autenticidade, pensamento estético; nessa perspectiva a fundação das instituições de arte são significativas da tentativa de horizontalização dos jogos de poder. A linha de pesquisa investiga os autores tradicionais da filosofia e da teoria da arte, bem como, os críticos de arte, do séc. XVIII ao séc. XX. Investiga as distinções entre as instituições modernas de arte e as novas configurações institucionais da arte contemporânea. 

Vínculos Institucionais

Instituto de Filosofia da Linguagem

The Instituto de Filosofia da Linguagem [Philosophy of Language Institute] (IFL) is a research unit of the Faculty of Human and Social Sciences of the New University of Lisbon and it’s supported by the Foundation for Science and Technology, the Public Agency for evaluating and funding Portuguese research in all domains.

IFL’s main purpose is to develop research in the current fields of philosophy of language, philosophy of logic, philosophy of communication, aesthetics, political philosophy, philosophy of mind, and areas of philosophy of action and moral philosophy. At the institute there is not a unique and strict philosophical (not to mention, ideological) orientation such as analytical versus continental philosophy and one can speak of a plurality of orientations of its members.

If one thing defines who we are, that probably is the fact that, above all, we develop our main work and research as a team in which each member contributes at its best, rather than a group of people working individually in a scattered and protracted way. To better understand what is meant by this fundamental trait and why and how it came about, some historical contextualization is in need.

 IFL was created in November of 1993. Three main tenets defined IFL from the very start:

 1) A focus on research in Contemporary Philosophy;
2) The formation of young researchers, and;
3) To reach the best quality level by international standards.

This approach to philosophical research marked a departure from the traditional Portuguese philosophical practice from the beginning. The unit survived until 1996 almost only on a good will basis, since no real funds where available. In May of 1996 the unit was for the first time evaluated by an international board designated by the Foundation for Science and Technology, got the highest mark (“Excellent” – with two encores 1999, and 2003), and the first funds came and started to help IFL’s development.

The three aims referred above were the main guidelines in the development of the first (and innovative) autonomously evaluated and funded research project by the institute in 1997: the production of a CD-ROM expounding the thought of six major contemporary philosophers of language and communication (PCSH/CEFE/130/96). Another original initiative was to form a team of five young full time researchers (with PhD Fellowships from FCT) working intensively and in a daily basis at the IFL research room. These conditions created a working dynamics of intensive and interactive research and intellectual interchange of ideas among the members of the team (both informally, in ongoing discussions, and in a more formal way in specialized discussion groups and seminars). This trait maintains itself, from 10 years now, as one of the most essential characteristics of the Institute identity.

In addition, IFL promoted the formation of the research team members by providing, both material facilities (specialized books, journals subscriptions, informatics, etc.) and inviting some important international specialists to give talks and seminars, and also by funding activities abroad, such as the attendance of conferences, specialized bibliographic consulting and the short periods of training.
This policy was aimed at guaranteeing the most up-to-date international scientific formation of the young researchers while maintaining this renewed critical mass in Portugal. Thanks to this policy, the institute gradually enlarged its research team with new members and engaged in more research projects with more specialized scientific targets and ambitions.

The results of keeping, maintaining and improving this dynamic research and this formation environment through the years proved to be self-rewarding. Today the researchers working at, and formed by, IFL are producing research at the top level of international quality standards, publishing papers on international journals, books in international publishers, giving talks at international meetings, keeping permanent contacts with some of the most important specialists of their research fields, and making their results to available the Portuguese philosophical community, usually unaware of the scientific areas developed in the IFL. As a simple example of how impressive the qualitative and quantitative development has been in the last few years consider that, while in 2001 there were 5 talks in international conferences by IFL members, the number raised to 29 in 2007! In sum, it is not inadequate to say that IFL as a whole went from the early formative years to a more recent stage where it produces genuine original research at an international level.

Very recently, the IFL enlarged the number of members and redefined itself as a unit composed by three different research groups: Philosophy of Language and Communication, Ethics and Political Philosophy, and Aesthetics. The methods and objects of research remain innovative and thought-provoking. It should be emphasized that the our general working methodology is always to use best available conceptual tools and try them in concrete problems at domains such as verbal communication, artistic production, particular ethical concerns, concrete political systems and practices, etc.

Despite all the changes and transformations trough the years, the fundamentals of IFL identity remain basically the same: to work as a team (made of smaller teams) on current and up-to-date philosophical and scientific topics being this goal materialized in two other major targets: the production of high quality level research and the continuous formation of new generations of young researchers.

PPG - Teoria Psicanalítica - UFRJ

A implantação do Programa de Pós-graduação em Teoria Psicanalítica é uma proposta pioneira do Instituto de Psicologia da UFRJ. Seu objetivo não é a formação de psicanalistas, mas um estudo aprofundado da teoria psicanalítica e a produção teórica nesta área. Trata-se de um curso voltado para a formação de pesquisadores.

O projeto acadêmico-científico do Programa abarca, de forma indissociável, tanto a pós-graduação como a graduação, nas áreas de ensino e pesquisa. A proposta fundamental é a análise crítica da teoria psicanalítica e a produção teórica através de pesquisas integradas envolvendo professores e alunos da pós-graduação e da graduação.

No que se refere especificamente à pós-graduação, o curso foi criado com um programa pedagógico cujo objetivo fundamental é a formação dos pesquisadores. Em função disto, os candidatos são avaliados nos seus anteprojetos de pesquisa, sendo que os selecionados e aprovados, passam a contar com a orientação do professor-orientador desde os primeiros momentos do curso até a defesa da tese, garantindo assim, a integralidade do trabalho de pesquisa durante todo o percurso.

O programa conta com dez professores pesquisadores desenvolvendo pesquisas, em sua maioria financiadas pelo CNPq, com a participação de alunos da graduação e da pós-graduação.

Grupo História do Ceticismo - ANPOF

GT-Ceticismo da ANPOF, um grupo de filósofos pertencentes a diversas universidades e regiões do país, com alguma inserção internacional e colaboradores estrangeiros. Esse grupo se reúne regularmente há mais de duas décadas em colóquios e outras formas de encontro. Faz parte de sua prática filosófica a exposição dos resultados parciais aos demais pesquisadores, a discussão aberta e sistemática de todas as idéias propostas, a submissão das hipóteses interpretativas e dos argumentos filosóficos à crítica dos colegas e amigos.

Laboratório de Estudos sobre a  Republica Brasileira

Laboratório de Estudos do IUPERJ dedicado à pesquisa dos elementos institucionais republicanos. Pesquisas sobre violência, grupos armados, jogos institucionais, República Velha e impacto republicano sobre à história regional.

Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos

Fundado no Rio de Janeiro, em 23 de maio de 2000, o Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos é uma instituição que se constitui através de uma rede de grupos de trabalho formada por psicanalistas e profissionais de outras áreas de conhecimento, e que está voltada para as questões nascidas das práticas psicanalíticas, enfatizando suas relações com a realidade brasileira.

Seu objetivo é transmitir e divulgar o patrimônio cultural já adquirido pela psicanálise em todos os campos de sua prática, bem como produzir novos conhecimentos. O Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos acolhe enfoques teóricos pluralistas em suas atividades de pesquisa e investigação, pretendendo estabelecer uma interlocução permanente entre a psicanálise e outros campos de saber.

Seu propósito é criar um espaço de produção marcado pela pluralidade, ancorado na rede de grupos independentes de trabalho, fundamento básico sobre o qual se organiza a instituição. Estes grupos se constituem a partir de um tema proposto por pelo menos três membros e são autônomos para elaborar seus modos de funcionamento e programas de trabalho. Com esta estrutura, acreditamos que as interrogações de cada um de seus membros, tornando-se objeto de uma discussão mais ampla, poderão levar à emergência de novas proposições teóricas e clínicas.

A partir deste exercício de liberdade e responsabilidade funda-se um novo modo de convívio e inserção no movimento psicanalítico, marcado pela horizontalidade na relação institucional. Esta nova modalidade de relação fundamenta a decisão de não constituir o Espaço Brasileiro como uma instituição de formação, mediante a constatação de que as diferentes práticas de formação nas instituições psicanalíticas conduziram à instauração de relações hierárquicas de poder e de reserva de mercado, que colocam em questão a transmissão da experiência do inconsciente inaugurada pelo saber psicanalítico.

O Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos procura não dissociar a experiência clínica das demais esferas da experiência coletiva, sejam elas a da política, da ética ou da estética. Nestes termos, a própria experiência clínica passa a ser compreendida como uma política de subjetivação atravessada por diferentes jogos de verdade. É assim que a psicanálise aqui proposta pretende ir além das práticas reservadas aos consultórios e possibilitar novas intervenções éticas e políticas na experiência psicanalítica brasileira.

O Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos passa a ter como parte integrante a partir de maio de 2007 uma nova rede – o Núcleo de São Paulo. As idéias de horizontalidade, de possibilidade de interlocução ampliada entre psicanalistas e não-psicanalistas interessados pelo campo psicanalítico, bem como a atenção às temáticas provocadas por nosso tempo e por nossas particularidades sócio-culturais, sintetizaram algumas das bases nas quais o Núcleo se apoiou para se constituir como um coletivo. Criado e instaurado em 21 de abril,o Núcleo partilha do interesse em privilegiar a troca entre pares e a produção psicanalítica, através do estabelecimento de uma rede de relações horizontais em que o saber e o fazer psicanalítico sejam o foco da atenção.

 

Rua da Matriz nº 47, Botafogo, Rio de Janeiro - RJ - Tels.: (21) 2535-5408 / (21) 2537-8020 contato@estudoshumeanos.com